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OBJETIVO DESTE BLOG É ENSINO DA PALAVRA DE DEUS E DIVULGADOR DAS SANTAS ESCRITURAS. OBJETIVO TAMBÉM É DIVULGAR E PROMOVER A EBD, TRAZENDO IDEIAS E NOTÍCIAS DESTA TÃO IMPORTANTE ORGANIZAÇÃO DA IGREJA. QUE DEUS NOS ABENÇOE.

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26/06/16

Lição 1- Com a palavra, o sábio!








Lição 1- Com a palavra, o sábio!
 Texto Bíblico: Eclesiastes 1.1 

Para começar… 

          O nome Eclesiastes vem da tradução para o grego do nome hebraico que consta no primeiro verso do livro: תֶלֶ֣הֹק)qōheleṯ). O nome qōheleṯ vem da raiz da palavra qahal que significa “aquele que convoca uma assembleia” provavelmente com o intuito de pregar para ela. Daí, algumas traduções deste livro para “O Pregador”.
            A tradição bíblica cristã, na sua grande maioria, identifica como sendo de Salomão, a autoria dos três livros: Cântico dos Cânticos, Provérbios e Eclesiastes. Alguns já acham que apenas foi o grande inspirador dos mesmos, no entanto, outra pessoa escreveu. Sendo uma coisa ou outra, Salomão está em destaque, com sua vida e sua sabedoria. 
           As lições pretendem elucidar em forma de reflexões os capítulos do Eclesiastes, não pretendendo entrar em questões técnicas, como linguística, etc. A proposta é tratar o Eclesiastes como o diário de um sábio, analisando a nossa vida hoje pelos indicativos do pregador.
           Salomão tem, ao longo do seu diário, uma certa oscilação de humor. Alguns capítulos, por exemplo, quase nos levam a crer que existe uma contradição instaurada. Não sei por que, mas me identifico por demais com esse diário. Vejo que a distância de épocas não consegue suprimir características centrais da humanidade: dias que preferimos não ter acordado, momentos que nunca desejaríamos ter vivido.
1 – O ambiente histórico 
          A linguagem e o aparecimento de algumas palavras persas situam o livro firmemente no período pós-exílico. Alguns comentadores recentes optam pelo início do período helênico, entre 300 e 200 a.C., quando os Ptomoleus do Egito incluíram a Palestina como parte de seu império.
           Esses reis ptolemaicos exploravam o país com impiedosa eficiência. Deram continuidade ao sistema econômico persa anterior de se apossar da riqueza dos povos aos quais governavam, especialmente por meio de seu sistema fiscal, iniciado pelos persas e mantido sob o governo desses reis egípcios. O sistema requeria dos pequenos fazendeiros o pagamento de impostos, não com produtos agropecuários – porcentagens da colheita ou dos rebanhos ovinos e bovinos. Em vez disso, esses reis helênicos exigiam o pagamento anual de uma soma fixa em moeda corrente, qualquer que fosse o produto da lavoura ou da criação.
          A introdução dessa economia monetária na Palestina teve um efeito devastador sobre a vida e a condição da população judaica. Em períodos de seca, de pestes, ou de redução das chuvas, muitos pequenos proprietários tinham de hipotecar ou vender sua propriedade. Às vezes, tinham até de vender a si mesmos e a família como escravos, para obter o dinheiro necessário ao pagamento dos impostos exigidos.
         Aumentou a distância entre os pequenos proprietários e fazendeiros e a rica classe aristocrata. Esta minoria abastada se compunha de funcionários estrangeiros que haviam se instalado tanto no país, como fora dele. Também incluía os agentes e os colaboradores desses estrangeiros, judeus de classe alta. Muitos pequenos fazendeiros e suas famílias se viram privados de suas propriedades, enquanto que a elite opulenta acumulava áreas cada vez maiores para si e/ou para os agentes das potências dirigentes estrangeiras, primeiro da Pérsia e depois do grupo de reis e nobres ptolemaicos. Os fazendeiros e pastores, despossuídos, agora trabalhavam a terra como meeiros ou diaristas.1
          Os antigos valores e relacionamentos baseados nos laços familiares e de parentesco tinham promovido a ajuda e o apoio mútuos. Mas com a nova economia monetária em expansão, essas redes de consanguinidade e de apoio começaram a se desfazer. Membros da mesma família ou do mesmo grupo viram-se separados em estratos econômicos diferentes e opostos.
           Os valores e padrões mais antigos, fundados na lealdade e na compaixão humana, haviam dado lugar a valores mais materialistas de riqueza e influência, com a chegada das forças dirigentes estrangeiras e de seus representantes. Logo, muitas pessoas já não podiam compreender o mundo e a maneira como ele estava agora organizado, uma vez que estava estranho ao que estavam educados.            
          É nesse contexto de incerteza que podemos situar Coélet. Diante dessa confusão política e econômica sob o tacão de um regente opressor, Coélet e muitos de seus companheiros judeus devem ter tido uma sensação de impotência e incapacidade de melhorar as coisas. É nessas circunstâncias, e com essas limitações, que ele se empenha em sua busca da maneira mais “sábia" de levar a vida. 
           Coélet responde as crises econômica, política e religiosa de seu povo de duas formas. De um lado, volta-se como pastor compassivo para seu povo, moldando para ele uma espiritualidade marcada pelo mais rigoroso ascetismo. Do outro, ataca os 
 1 CERESKO, Anthony R. A sabedoria do Antigo Testamento: espiritualidade libertadora. São Paulo: Paulus, 2004. p. 101. 
fundamentos intelectuais, a chamada “sabedoria" da economia monetária helênica, que estava causando tamanha destruição na vida de seus companheiros judeus.

 2 – A estrutura do Coélet 
          Os estudos de Addison Wright demonstram a unidade do livro e a progressão do pensamento. O livro tem uma estrutura simples e descomplicada, na qual estão em ação dois padrões complementares. As palavras-chave e refrões dividem o livro em seções. Na primeira metade do livro, Coélet descreve sua investigação da vida. Essa primeira metade (1,12-6-9) se divide em oito seções, sendo cada uma delas encerrada com a fugaz “vaidade das vaidades“ e/ou “uma corrida atrás do vento”. Coélet apresenta algumas conclusões das investigações que fez. A segunda metade também se divide em oito seções. As quatro primeiras seções terminam com o verbo “descobrir" (ou equivalente) e as quatro últimas são concluídas com o verbo “saber" (ou equivalente). 
            Essa estrutura, baseada nos refrões e na repetição de palavra-chave, é confirmada e complementada pela identificação que Wright fez de padrões numerológicos que controlam a extensão do livro. Tal como no Livro dos Provérbios, o valor numérico das letras das palavras-chave parece determinante no que se refere à extensão do livro e de vários de seus segmentos.
            O padrão mais óbvio se constrói a partir da palavra hebel, “vaidade”, que ocorre trinta e sete vezes. O valor numérico das consoantes em hebel também é trinta e sete. O número de versículos de cada metade do livro é cento e onze, ou três vezes trinta e sete. Observe que os “refrões" de 1.2 e de 12.8 contém, cada um, três hebels).
         Wright identificou outros padrões matemáticos além desses. Porém, basta dizer que esses padrões coincidem com as indicações estruturais proporcionadas pelos refrões repetidos. Em outras palavras, é óbvio que o autor elaborou a obra com extremo cuidado e deu uma forma consciente e proposital ao livro, tanto em termos de extensão como de organização.2 

Para pensar e agir… 
             1 – O diário de um sábio não quer ser um guia moral para a sua vida. Aqui não é autoajuda, psicologia barata, ou qualquer outra tentativa de moldar sua vida. Apenas acompanharemos o diário de alguém considerado o mais sábio de sua época. Retire os 2 Ibid., p. 106 óculos de sua forma de ver as coisas. Tente ver além do que está escrito, enxergue além do jeito como sempre enxergou todas as coisas. 
            2 – O diário de um sábio pretende demonstrar a estranheza de ontem e de hoje da nossa vida. Pretende comparar como somos falíveis e, em muitos aspectos, iguais. Como somos fracos, e também sem ação. Como cansamos do faz de conta da religiosidade. E Como desistimos até mesmo do que acabamos de falar. 
            3 – O diário do sábio quer que você se sinta à vontade, se sinta bem à mesa, se sinta em casa, a ponto de refazer e fazer, de ver e não ver, de aprender e desaprender, de vislumbrar ou não de quem sabe desenvolver a sabedoria, de quem sabe apreender o que ainda não havia, de quem sabe construir novas possibilidades, de quem sabe ser abençoado à luz dos desabafos e discursos do grande pregador e sábio que iniciou o seu diário com as polêmicas palavras: "Vaidade de vaidades, tudo é vaidade!...". As lições que você tem em mãos, deseja sintetizar percepções de um jovem pastor, escritor, esposo, filho, neto, amigo, irmão, cunhado, falho, pobre, simples, pecador, desacreditado com algumas coisas, andarilho, discípulo, amante da filosofia, servo do bem. Seja bem-vindo ao diário do sábio vaidoso; do rei invejável, mas do amigo da sabedoria! Boa Lição.

Fonte: Revista Palavra e Vida - Convenção Batista Fluminense.

24/06/16

RESGATANDO A EDUCAÇÃO RELIGIOSA NA IGREJA


RESGATANDO A EDUCAÇÃO RELIGIOSA NA IGREJA

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      “O ministério docente da igreja, sob a égide do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o crente.
 1 – A palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã. 
2 – O programa de educação religiosa nas igrejas é necessário para a instrução e desenvolvimento de seus membros, a fim de “crescerem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Às igrejas cabe cuidar do doutrinamento adequado dos crentes, visando à sua formação e desenvolvimento espiritual, moral e eclesiástico, bem como motivação e capacitação sua para o serviço cristão e o desempenho de suas tarefas no cumprimento da missão da igreja no mundo”.1
   A Declaração doutrinária da Convenção Batista Brasileira enfatiza a necessidade de um Programa de Educação Religiosa que promova o ensino da Palavra de Deus como base de nossa fé,o essencial amadurecimento do crente e o crescimento de toda a Igreja. Mas se esta é uma ênfase doutrinária, por que  nos afastamos tanto, deixando Ensino Religioso em segundo plano?
       Olhamos muito para os modelos de crescimento de Igrejas, que são importantes,mas esquecemos de que todo esse crescimento precisa da base sólida do conhecimento bíblico, comprometimento com o discipulado e treinamento de vocacionados e líderes.
E somente com um planejamento de Educação Religiosa a Igreja poderá alcançar um crescimento que produza realmente discípulos.
        Como então resgatar a Educação Religiosa na Igreja?
     Em Primeiro lugar, resgatando o Educador Religioso. Quero lembrar aqui nestas linhas quem é, e quais são as atribuições do Educador Religioso.“Pessoa vocacionada por Deus e confirmada
pela Igreja para atuar especialmente no ministério na área de Educação Religiosa, preferencialmente com formação em Educação Religiosa e/ou Teologia com habilitação em Educação
Religiosa. Atribuições Gerais: 
1 – Ser responsável diante da Igreja e do Pastor pela área de Educação Religiosa, orientando no planejamento, realização e avaliação de um programa compreensivo de Educação. 
2 –Contribuir, atuando, para alcançar os objetivos da Igreja. 
3 – Servir como coordenador da Estrutura Educacional da Igreja para que haja coesão no planejamento e execução, buscando unidade para evitar conflitos e duplicação de esforços.
4 – Criar entre os membros da Igreja uma consciência da importância dos diferentes ministérios, levando-os a um envolvimento pessoal e responsável.
5 – Planejar e realizar projetos de capacitação dos membros da Igreja. 
6– Trabalhar, com o pastor, e outros líderes da Igreja no sentido de descobrir potencial de liderança. 
7 – Participar do planejamento geral da Igreja”.2
      Há muitos Educadores que estão nos bancos de nossas igrejas aguardando uma oportunidade para desenvolver aquilo que aprenderam nos seminários. Podem trabalhar de tempo integral ou parcial. Podem contribuir para o desenvolvimento de um planejamento mais amplo, adequando os modelos de crescimento ao que a Educação Religiosa oferece às Igrejas.
       Também é de suma importância para este projeto de resgate a revitalização da Escola Bíblica (que se reúne domingo, mas pode ser na segunda, terça, quarta, etc...), com um planejamento adequado, dentro da realidade de sua Igreja, buscando uma literatura que atinja as necessidades dos alunos e
promova um interesse do professor em se aperfeiçoar.
       Vamos unir forças para resgatar a importância da Educação Religiosa nas Igrejas! Para isso, contamos com os pastores, educadores, professores, alunos e membros de nossas Igrejas.Se você tem alguma sugestão para melhorar a Educação Religiosa em nossas Igrejas, escreva-nos: 
educacaoreligiosa@batistafluminense.org.br.  
Pr. Marcos Zumpichiatte Miranda
Redator da Revista Palavra & Vida
Diretor do Departamento de Educação

Religiosa da CBF
Fonte: Revista Palavra e Vida da Convenção batista Fluminense.
1 - Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira - Página 10 - XIV- Educação Religiosa
2 - Projeto de Perfil e atribuições dos Educadores Religiosos produzido pela AERBB e revisado pelos educadores religiosos
fluminenses reunidos por ocasião da Assembleia da CBF em São Gonçalo, dia 25/07/99.

21/06/16

Revista Palavra e Vida - 3º Trimestre 2016


Apresentação

         O livro do Eclesiastes é um livro de sabedoria que retrata a vida de um rei sábio, chamado Salomão. Percebo que hora é o personagem principal, mas hora ele retrata alguma postura que não entende ser a mais prudente, sugerindo até comportamentos e atitudes.
         As lições pretendem elucidar em forma de reflexões cada capítulo do Eclesiastes, não pretendendo entrar em questões técnicas, de linguística e etc. A proposta é tratar o Eclesiastes como “o diário de um sábio”, analisando a nossa vida hoje pelos indicativos do pregador.
         O texto do Eclesiastes em geral não é um texto tão simples de compreendermos, por isso, estamos diante de um grande desafio. Os contextos histórico, geográfico, político e religioso diferem do nosso, mas com dependência do Senhor e vontade de aprender, encontraremos êxito em nosso propósito de estudar este maravilhoso livro.
         Convido você, amado leitor e irmão em Cristo, para que durante este novo trimestre, sua mente e coração estejam disponíveis para refletir a partir de um tema tão central no Eclesiastes que é a sabedoria, pensando, avaliando e, sobretudo, aplicando as verdades desta valiosa porção da Palavra de Deus.
                   Seja bem-vindo às lições do diário do sábio vaidoso, do rei invejável, mas do amigo da sabedoria!

 

Culto de Adoração