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23/04/2017

LIÇÃO 05- JESUS, O PASTOR BOM QUE VOCÊ OUVE E SEGUE




Texto Bíblico: João 10.1-29

1-"Eu lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante.

2-Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.

3-O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora.

4-Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz.

5-Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos".

6-Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando.

7-Então Jesus afirmou de novo: "Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas.

8-Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram.

9-Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem.

10-O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.

11-"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

12-O assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho e o dispersa.

13-Ele foge porque é assalariado e não se importa com as ovelhas.

14-"Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem;

15-assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.

16-Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.

17-Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la.

18-Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai".

19-Diante dessas palavras, os judeus ficaram outra vez divididos.

20-Muitos deles diziam: "Ele está endemoninhado e enlouqueceu. Por que ouvi-lo? "

21-Mas outros diziam: "Essas palavras não são de um endemoninhado. Pode um demônio abrir os olhos dos cegos? "

22-Celebrava-se a festa da Dedicação, em Jerusalém. Era inverno,

23-e Jesus estava no templo, caminhando pelo Pórtico de Salomão.

24-Os judeus reuniram-se ao redor dele e perguntaram: "Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente".

25-Jesus respondeu: "Eu já lhes disse, mas vocês não crêem. As obras que eu realizo em nome de meu Pai falam por mim,

26-mas vocês não crêem, porque não são minhas ovelhas.

27-As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.

28-Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão.

29-Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai.

 Leituras diárias 
Segunda -João 10.1-6 
Terça- João 10.7-13 
Quarta- João 10.14,15 
Quinta- João 10.16-21 
Sexta- João 10.22-30 
Sábado- João 10.31-39 
Domingo- João 10.40-42

O teólogo alemão Rudolf Bultmann1 nos oferece rica sugestão literária ao rearranjar a narrativa do Bom Pastor. Em sua opinião, a melhor ordem de leitura seria 10.22-26; 10.11-13; 10.1-10; 10.14-18; 10.27-30.
É nossa pretensão seguir o caminho por ele indicado, com as proposições seguintes:

- Contexto da passagem (10.22-26)
- Contraste entre o Bom Pastor e os mercenários (10.11-13) 
- A parábola do Bom Pastor (10.1-10) 
- O rebanho a ser formado, isto é, os que vierem a crer (10.14-18) - A segurança eterna do rebanho de Cristo (10.27-30 

O contexto da passagem

João 10 situa Jesus num tour pelo Templo de Jerusalém. É dezembro. Faz frio. Nessa época, a temperatura costuma girar em torno de 8 a 15 graus. Era a semana do “Chanukah”, a Festa da Dedicação. Nathan Ausubel narra que esta celebração judaica rememorava o triunfo contra a perseguição de Antíoco IV Epifânio, durante a revolta dos Macabeus, em busca de liberdade e da afirmação da identidade judaica.2
Antíoco foi um rei da dinastia Selêucida que governou a Síria entre 175 a.C e 164 a.C. Ele queria erradicar o separatismo religioso radical dos judeus, helenizar a Judeia e promover o politeísmo grego, preparando o terreno para a sua governabilidade. Seus métodos de terror incluíram proibir a observância dos costumes religiosos judeus (guarda do sábado, circuncisão, leis de saúde) e a profanação do templo em 168 a.C., onde colocou uma gigantesca imagem de Zeus.
Quando, finalmente, os judeus insurretos conseguiram a vitória e destruíram aquele ídolo, eles limparam os escombros do Templo e purificaram o santuário. No décimo quinto dia de dezembro, Judas, o Macabeu, reconsagrou o Templo, acendendo as lâmpadas da grande Menorah. Foi esse cerimonial que se tornou parte da tradição religiosa judaica que está ocorrendo nessa passagem. Por essa razão, a festa também ficou conhecida como a Festa das Luzes.
Com esse contexto, fica bem evidente o questionamento que se faz a Cristo, perguntando-lhe se Ele era ou não o Messias libertador (Jo 10.24), ou seja, queriam saber se Ele era o “novo Macabeu” a libertar o povo das garras do Império Romano. Também, torna-se esclarecedor o questionamento que Jesus faz dos pastores “estranhos” que vieram antes dEle (Jo 10.8), isto é, os da tradição religiosa judaica, que pretendem guiar o rebanho de Israel, mas que na verdade pensam apenas em si mesmos (Jo 10.12,13 – comparar com Judas 1.4,12). 
________________________________________________
1 Citado por GRANT, Robert M. A historical introduction to the New Testament. Cap. 11. In: http://www.ntslibrary.com. Acesso em 08 de outubro de 2016, às 10h00. 2 AUSUBEL, Natan. Conhecimento Judaico. Rio de Janeiro : KOOGAN, 1989, Vol. 1, pp. 145-148.

 O contraste entre o Bom Pastor e os mercenário

No intuito de levantar dados para a preparação desta lição, deparei-me com um vídeo muito interessante, em que um rebanho de ovelhas foi filmado movendo-se pelas pradarias da palestina, a partir de tomadas aéreas. É uma imagem muito reveladora, descritiva de um animal gregário, uma coletividade movendo-se como uma unidade, a partir de um comando dado por pastores e com a ajuda de cães pastores. 3 O vídeo revela que as ovelhas devem ser guiadas até as pastagens certas por um pastor hábil, para que possam sobreviver. Mostra que elas têm necessidade de proteção.
Evidencia que sem a orientação de um pastor (ou cão pastor, no caso do vídeo), o rebanho fica disperso. Indo em seu próprio caminho, desgarradas do rebanho, as ovelhas tornam-se vítimas dos perigos e se arriscam a morrer.
Em João 10, Jesus acusa os falsos pastores de Israel de serem estranhos, ladrões, salteadores e mercenários em relação às pessoas que deviam proteger. Ele denuncia que entre seus compatriotas têm aqueles que se propõem serem guias espirituais, mas esses, entretanto, não agem como bons pastores. Para Jesus, a forma de guiar dos que se apoiam na lei de Moisés contradiz o legítimo pastoreio de Deus, que se fundamenta no cuidado e na proteção, na orientação e na segurança.  
Parece-nos, essa parábola de Cristo, uma viva descrição do universo religioso de nossos dias, não é? O que mais temos presenciado é a autoafirmação de homens (e mulheres) que se dizem pastores (e pastoras), mas que servem apenas a si mesmos, e são incapazes de doarem-se, por meio da atitude servil. Líderes religiosos que agem como os reis ímpios denunciados por Jeremias como pastores malignos (Jr 10.21; 23.1,2).
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3 In : https://www.youtube.com/watch?v=eEeircs8HQE. Acesso em 08 de outubro de 2016, às 11h00.

 A parábola do Bom Pastor 

No Salmo 119.176, o poeta reflete sobre a própria experiência como uma “ovelha perdida”. Lendo essa descrição, entendemos que, desgarrada de um rebanho, uma ovelha está destinada a perecer, a não ser que um pastor possa intervir. No Evangelho de João, que estamos estudando, Jesus se afirma este Pastor que veio “buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10).
Jesus é mais que um pastor. É o Bom Pastor (gr. ho poimèn ho kalos). O adjetivo “bom”, do grego kalos, refere-se à legitimidade de sua tarefa messiânica. Em oposição aos que somente tomam das ovelhas, o Bom Pastor disponibiliza sua própria vida. Na crucificação, o Bom Pastor é ferido por Deus (Mt 26.31). Mostra-se disposto a morrer para salvar as suas ovelhas.

Três são as atividades descritas em João 10.1-10, para o Bom Pastor:
1) Em primeiro lugar, o Bom Pastor chama suas ovelhas para virem ao seu encontro. 
2) A seguir, o Bom Pastor as conduz para fora do aprisco, em direção aos pastos. 
3) Finalmente, o Bom Pastor vai adiante das ovelhas, que o seguem, para guiá-las e protegê-las.

 O rebanho a ser formado, isto é, os que vierem a crer  

A afirmação de Jesus, em João 10.16, de que ainda tem outras ovelhas a serem trazidas para o seu aprisco, apresenta estreita relação com o fato de que Deus está a buscar as ovelhas perdidas da casa de Israel para reuni-las em Cristo (Ez 34.12-16). A salvação de Deus para todos os que creem, independentemente de cor, raça, ou status quo. Quando os gentios fossem reunidos aos judeus numa só Igreja, com um só Senhor, então se cumpriria o propósito da obra salvífica de Cristo.
Logo, um sentido possível para a expressão “conduzir as ovelhas para fora” (Jo 10.3b) é traçar um paralelo com a ordem de Jesus de “enviar os trabalhadores para os campos”, que foi movida pela percepção de que as multidões andavam desgarradas como ovelhas que não têm pastor (Mt 9.36-38).
É no diálogo que vai ocorrer em João 21.15-19, entre o Cristo ressurreto e Pedro, que essa ideia marcará para sempre o processo de evangelização que tem como resultado a adesão de pessoas ao rebanho de Cristo. Se todos os que ouvem a voz de Cristo tornamse seu rebanho, o pastoreio mútuo deve ser a meta. Precisamos seguir o exemplo do Bom Pastor: oferecer a vida para seu serviço.

 A segurança eterna do rebanho de Cristo 

Jesus, o Bom Pastor, está disponível aqui e agora, bem como disponível está o eterno bem da redenção que seu pastoreio oferece.
A declaração que se faz a Cristo, em 1Pedro 2.25, declarando-o “pastor e bispo de nossas almas” deve nos trazer essa paz e ampla segurança4 . Como um protetor e cuidador, nosso Senhor expressa seu zelo por nós (Tt 2.11-14).

 Para pensar e agir 

Nesta lição, vimos que Jesus é o verdadeiro Pastor e Guia das nossas almas, e o exemplo vivo de pastoreio deixado para a Igreja, que se formou pelo processo de discipulado com os seus ensinos.

Eu e você, que cremos em Jesus, ouvimos a sua voz, mansa e suave, como um convite à vida e nos tornamos suas ovelhas. Jesus deseja que todos ouçam sua voz e, crendo, sejam salvos (Jo 10.16).

Eu e você, que cremos em Jesus, fomos conduzidos para fora do domínio mortal do pecado (Lc 4.18,19). Libertos desse poder escravizador, e alimentados por sua Palavra, devemos permanecer firmes (Gl 5.1).

Eu e você, que cremos em Jesus, temos nEle o exemplo maior de uma conduta pastoral, em relação ao demais. Ele e seu exemplo de renúncia e serviço sofredor vão à nossa frente, oferecendo os parâmetros para o nosso viver.

 Algumas reflexões ao final deste estudo: 

Estamos cientes da importância de fazer parte do rebanho de Cristo? Quais seriam os valores de pertencer a esse rebanho e em que momento da vida eles podem ser aplicados? Certamente, discipulado, vida, segurança, comunhão e paz.
Em todo o tempo o Pastor é bom, o Pastor é bom o tempo todo (Se o pastor é Jesus!). Amém!
___________________________________ 
 4 Conferir o artigo « Bispo » em BROWN, Colin (Ed.) O Novo Dicionário internacional do NT. São Paulo: Vida Nova, p. 222-223.
                                                                       Uma Boa Aula

Fonte: Revista Palavra e vida da Convenção Batista Fluminense 

17/09/2016

CONGRESSO MULTIPLIQUE REGIONAL


Revista Palavra e Vida 4 Trimestre - FATOS PARA HOJE- O livro de Atos dos Apóstolos





FATOS PARA HOJE

   O livro de Atos dos Apóstolos também chamado por muitos de “Atos da Igreja de Jesus Cristo”, contém inúmeras histórias que inspiram o leitor devotado e atento a ser um instrumento nas mãos de Deus. Estudar Atos é uma oportunidade de analisar a essência da Igreja de Cristo e o cuidado de Deus em guiar, proteger e orientar o seu povo. É um livro que revela o nosso “DNA”, nos instrui quanto às características que nos diferem e nos aponta o caminho seguro para simplesmente sermos uma Igreja. Também é um livro que nos motiva ao enchimento do Espírito Santo. Neste quarto trimestre de 2016 vamos investigar algumas histórias em busca dos princípios que nos permitirão cumprir as ordens do nosso Mestre Jesus.

      O médico Lucas escreveu Atos, provavelmente na segunda metade do primeiro século. Seus 28 capítulos são relatos que comprovam que a história de Jesus não terminou com Jesus. Os cristãos deram continuidade, participando ativamente da ação de Deus para alcançar os pecadores. Veremos que pessoas como nós, formaram a chamada “Igreja Primitiva”. Irmãos que aceitaram o desafio e, cheios do Espírito Santo, testemunharam acerca dos mistérios de Deus. Os resultados se estenderam até os nossos dias e deverão continuar por toda a eternidade. Daí a importância de avaliarmos os princípios (algumas disciplinas que são predominantes na Igreja de Jesus Cristo e que carecem da nossa atenção) que fizeram a diferença no primeiro século e com a devida contextualização, evidenciá- los hoje.

      A Igreja somos nós! Nossa expectativa é que após o estudo dedicado de cada lição, o aluno assuma o compromisso de agir de acordo com os princípios que fizeram da Igreja de Jesus Cristo uma comunidade separada, cheia do poder de Deus e com uma mensagem capaz de revolucionar o mundo. Vamos juntos em busca dos fatos que nos ajudarão a saber o que aconteceu com a Igreja. É tempo de retornarmos aos princípios bíblicos que levaram nossos irmãos no passado a serem chamados de cristãos (At 11.26). 
                                                Bom trimestre! 

Revista Palavra e Vida 4 Trimestre - FATOS PARA HOJE- O livro de Atos dos Apóstolos








FATOS PARA HOJE

   O livro de Atos dos Apóstolos também chamado por muitos de “Atos da Igreja de Jesus Cristo”, contém inúmeras histórias que inspiram o leitor devotado e atento a ser um instrumento nas mãos de Deus. Estudar Atos é uma oportunidade de analisar a essência da Igreja de Cristo e o cuidado de Deus em guiar, proteger e orientar o seu povo. É um livro que revela o nosso “DNA”, nos instrui quanto às características que nos diferem e nos aponta o caminho seguro para simplesmente sermos uma Igreja. Também é um livro que nos motiva ao enchimento do Espírito Santo. Neste quarto trimestre de 2016 vamos investigar algumas histórias em busca dos princípios que nos permitirão cumprir as ordens do nosso Mestre Jesus.

      O médico Lucas escreveu Atos, provavelmente na segunda metade do primeiro século. Seus 28 capítulos são relatos que comprovam que a história de Jesus não terminou com Jesus. Os cristãos deram continuidade, participando ativamente da ação de Deus para alcançar os pecadores. Veremos que pessoas como nós, formaram a chamada “Igreja Primitiva”. Irmãos que aceitaram o desafio e, cheios do Espírito Santo, testemunharam acerca dos mistérios de Deus. Os resultados se estenderam até os nossos dias e deverão continuar por toda a eternidade. Daí a importância de avaliarmos os princípios (algumas disciplinas que são predominantes na Igreja de Jesus Cristo e que carecem da nossa atenção) que fizeram a diferença no primeiro século e com a devida contextualização, evidenciá- los hoje.

      A Igreja somos nós! Nossa expectativa é que após o estudo dedicado de cada lição, o aluno assuma o compromisso de agir de acordo com os princípios que fizeram da Igreja de Jesus Cristo uma comunidade separada, cheia do poder de Deus e com uma mensagem capaz de revolucionar o mundo. Vamos juntos em busca dos fatos que nos ajudarão a saber o que aconteceu com a Igreja. É tempo de retornarmos aos princípios bíblicos que levaram nossos irmãos no passado a serem chamados de cristãos (At 11.26). 
                                                Bom trimestre!